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Samba, choro, forró, samba-rock, MPB, tudo embalado em arranjos para dançar. Essa é a receita do grupo Os Emblemáticos, que, juntamente com o cantor, compositor e violonista Rubinho Jacobina, se apresenta sábado (19) no Casarão Ameno Resedá
. A direção musical é de Henrique Band.
Mais um pouquinho sobre eles: "Liderado pelo arranjador, produtor e saxofonista Henrique Band e com a participação do cantor Rubinho Jacobina, o grupo Emblemáticos sobe no palco do Casarão Ameno Resedá no dia 19 de maio, sábado, às 22h30, trazendo um repertório selecionado do que há de melhor na MPB. Com arranjos elaborados especialmente para as noites do Casarão eles tocarão músicas de Moacir Santos, Orlandivo, Wilson Simonal, Gilberto Gil, Jackson do Pandeiro, Haroldo Barbosa, Dominguinhos além de algumas composições dos premiados cds Caleidoscópio, de Band e Força Bruta, de Rubinho. A banda é composta por: Henrique Band (sax, flauta e vocais), Rubinho Jacobina (voz e violão), Adriano Souza (teclado e vocais), Pedro Aune (baixo e vocais), Cassius Theperson (bateria e vocais), Mafram do Maracanã (percussão e vocais), Diogo Gomes (trompete) e Everson Moraes (trombone). Henrique Band nos seus 15 anos de carreira participou também como instrumentista em gravações de cds de artistas dos mais variados gêneros, de Barão Vermelho a Chico Buarque, passando por Ed Motta, Bebel Gilberto e os baianos Gil e Caetano, para citar apenas alguns. Atualmente Band toca com Zeca Pagodinho e Mario Adnet. Rubinho Jacobina, cantor, compositor e instrumentista teve seu disco de estreia "Rubinho e Força Bruta" premiado pela Associação Paulista dos críticos de Arte em 2006. Tem músicas gravadas por Roberta Sá, Nina Becker, Pedro Miranda e Silvia Machette. É também integrante da Orquestra Imperial com a qual já se apresentou em diversos países. Esteve presente no processo de revitalização da Lapa cantando por mais de 10 anos no conjunto Anjos da Lua. Foi um dos fundadores do grupo Garrafieira" . (release) Serviço: Onde: Casarão Ameno Resedá Artista: Os Emblemáticos & Rubinho Jacobina Capacidade de público: 250 lugares Classificação etária: 16 anos Endereço: Rua Bento Lisboa, 4 Catete Telefones: (21) 2556-2427 Dia e hora do show: 19 de maio, sábado, às 22h30 Endereço: Rua Bento Lisboa, 4 Catete Telefones: (21) 2556-2427 Dia e hora do show: 19 de maio, sábado, às 22h30 Abertura do Casarão: 21h Ingresso: setor A (mesa/lugar ) - preço - R$ 45,00 (meia ou 1 kg de alimento não perecível ou cadastro no site)// setor B (pista) - R$ 35,00 (meia ou 1 kg de alimento não perecível ou cadastro no site) Cartões de crédito: Diners, Mastercard e Visa Cartões de débito: todos Estacionamento? Sim Venda de Ingresso por site? www.ingressorapido.com.br Bilheteria (térreo) - de quinta a terça, das 14h às 22h
www.samba-choro.com.br | 17-05-2012
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RIO - Monarco diz que o problema era o mau rendimento que o filho estava tendo na escola. Mauro Diniz, hoje com 59 anos, não esquece a frase que ouviu do pai quando era adolescente: — Não quero você metido nesse negócio de música. Não adiantou. Mauro se tornou o mais requisitado cavaquinista do samba, tocou com Marisa Monte e muitos outros artistas, além de ser coautor de sucessos como "O meu lugar" e "Parabéns pra você". E é o idealizador e diretor musical de "Família Diniz — Um coração azul e branco", DVD que será gravado no dia 23 deste mês, às 20h, na Cidade do Samba (aberta para 200 espectadores que levarem 1 kg de alimento não perecível), reunindo três gerações da dinastia iniciada com Monarco. — Eu me sinto feliz de ver meus filhos seguindo essa trilha. E meus netos também — festeja o patriarca, agora com 78 anos, líder da Velha Guarda da Portela, um dos compositores mais importantes da história da escola e exímio cantor. Marquinhos Diniz, de 47 anos, é o segundo filho de Monarco que estará no palco. Os netos são três dos quatro herdeiros de Mauro: Juliana, de 25, Thereza, de 20, e João Matheus, de 15. Ainda haverá convidados: Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, seu filho Arlindinho, Dorina e a Velha Guarda da Portela. O DVD terá duas músicas, uma na abertura e outra no encerramento, fazendo referência à própria família. E terá outra inédita, "Flores em vida", que Marquinhos compôs em homenagem ao pai. Fazendo jus à sua bela história, Monarco é o protagonista do DVD. Dos peixes na feira aos fãs-clubes Hildemar Diniz, seu nome de batismo, teve que largar os estudos no antigo terceiro ano primário. Entre outros trabalhos, foi contínuo da Associação Brasileira de Imprensa, peixeiro em feiras livres e guardador de carros no "Jornal do Brasil". Esperou muitos cantores em portas de rádios para mostrar suas composições, e por vezes nem foi atendido. Hoje, é reconhecido como um nome central do samba. — Ele fez um show outro dia em Porto Alegre, onde tem até fã-clube. Uma amiga minha disse que parecia a Xuxa chegando — empolga-se a neta Juliana. — A situação melhorou nos últimos anos, mas quando eu penso no Cartola, meu amigo e mestre, o que eu faço? Ele só foi gravar com mais de 60 anos. Muitos amigos meus da Portela não foram reconhecidos — diz Monarco. Graças em parte a seus filhos, que também são seus parceiros, ele tem composto novidades e concluído sambas que estavam no baú havia quatro, cinco décadas — "cheios de teia de aranha", como diz o sempre bem-humorado Marquinhos. Foi assim com "Dolores", cuja primeira parte Monarco criou em 1951, teve a segunda feita por Mauro há poucos anos e, em função da gravação de Zeca Pagodinho, conquistou o título de melhor canção do Prêmio da Música Brasileira de 2011. — Precisamos preservar tudo o que o papai nos deixou, essa música de qualidade — programa Mauro, que na letra de "Família Diniz", a primeira do DVD, chama os herdeiros de Monarco de "alunos e fãs de tão lindas canções". Mas os filhos seguiram caminhos diferentes. Mauro é um compositor de estilo semelhante ao do pai e da tradição portelense: lirismo, romantismo, muitas músicas em tom menor. É natural que assim seja, pois nasceu em Oswaldo Cruz, engatinhou na Portelinha, a antiga quadra da escola, e cresceu ouvindo os amigos do pai tocarem. — Eram os grandes sacerdotes do samba. E eu ficava copiando os acordes deles no violão e no cavaquinho — lembra ele, que, por sugestão do músico João de Aquino, firmou-se no segundo instrumento, com menos concorrência do que o primeiro. — Eu tinha um tio, irmão da minha mãe, que tocava muito bem violão, mas só quando bebia. Minha avó cansou disso e tascou fogo no violão. Foi um dia muito triste. Minha mãe até comprou um violão para mim. Marquinhos é "satírico", como diz o irmão, ou "jocoso", segundo o pai. Com Barbeirinho do Jacarezinho e Luiz Grande, forma o Trio Calafrio, autor de divertidos sucessos de Zeca, como "Caviar", "Mary Lu" e "Dona Esponja". Ele está lançando pelo selo Bolacha seu primeiro CD solo, "Meu samba", que tem peças de humor como "Com dinheiro é mole", prevista para o DVD da família. Fruto de outro relacionamento de Monarco, cresceu no Jacarezinho e incorporou gírias e costumes da vida na favela. — Faço músicas de amor, mas nessa área tem meu pai, tem o Cartola... — explica ele, que também usou as regras da concorrência para priorizar o humor em seu trabalho. — É que nem minha avó, que gostava de rezar às 3 da manhã no quintal. Falavam: "A senhora vai ficar doente". Mas ela dizia que, nesse horário, não tem quase ninguém perturbando o Criador e é mais fácil de Ele atender. Fazendo parte dessa família e ainda sendo afilhada de Zeca, Juliana Diniz dificilmente escolheria outro caminho para a vida. Já gravou um disco solo e integra há sete anos o elenco do musical "Sassaricando". — Quando eu era criança, conhecia sambas que muita gente grande não conhecia, inclusive inéditos — conta ela, que anda até compondo, tendo uma parceria com Xande de Pilares gravada pelo grupo Revelação. — Infelizmente, não tenho a capacidade do meu avô. Então, misturo a linguagem de compositores mais antigos com a dos mais novos. Thereza não tem a mesma ambição artística, dizendo-se tímida e afeita mais a cuidar da administração da família musical — assim como outro irmão, Leonardo, enquanto João Matheus ainda está dando os primeiros passos musicais. Mas ela ostenta com orgulho um cordão com a palavra "Diniz". — É um nome respeitado, que abre portas — avisa Thereza. E outros integrantes da família estão vindo e podem vir por aí. Marquinhos tem 14 filhos. Um deles, Marcos Diniz Jr., de 26 anos, já é seu parceiro.
oglobo.globo.com | 15-05-2012
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RIO - O Prêmio da Música Brasileira anunciou hoje a lista de indicados a sua 23ª edição. São 104 nomes, selecionados a partir dos 735 CDs e 93 DVDs inscritos, distribuídos em 16 categorias. O grande homenageado deste ano é o mineiro João Bosco, que está celebrando 40 anos de carreira. A cerimônia será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho. O pernambucano Herbert Lucena recebeu maior número de indicações. Foram quatro pelo disco “Não me peçam jamais que eu dê de graça aquilo que eu tenho pra vender” nas categorias revelação, melhor disco e cantor regional, além o melhor projeto gráfico. A vice-liderança está dividida entre Criolo, Beth Carvalho, Dori Caymmi, Cauby Peixoto e Dominguinhos com três indicações cada. Rio de Janeiro é o estado com mais indicações: são 35 artistas cariocas, seguido bem por São Paulo, com 32 indicações. Pernambuco vem a seguir, com 14 e na quarta colocação, Rio Grande do Sul. Confira a lista dos indicados: CATEGORIA ARRANJADOR ARRANJADOR • Dori Caymmi por ‘Urubupeba’ - Antonio Carlos Bigonha • Gilson Peranzzetta por ‘Iluminado’ - Dominguinhos • Mario Adnet por ‘+ Jobim Jazz’ – Mario Adnet CATEGORIA CANÇÃO · ‘Arrasta a Sandália’, de Dayse do Banjo e Luana Carvalho - intérpretes Beth Carvalho e Zeca Pagodinho (CD ‘Nosso samba tá na rua’) • ‘Sinhá’, de João Bosco e Chico Buarque - intérprete Chico Buarque (CD ‘Chico’) • ‘Zoeira’, de Moacyr Luz e Hermínio Bello de Carvalho - intérprete Áurea Martins (CD ‘Depontacabeça’) CATEGORIA PROJETO VISUAL • Dalua e Mestre Maurão, disco ‘O samba de roda de Dalua e Mestre Maurão’ – Gringo Cardia • Herbert Lucena, disco ‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’ - Evandro Borel • João Parahyba, disco ‘O samba no balanço do jazz’ – Bijari CATEGORIA REVELAÇÃO • Criolo • Filipe Catto • Herbert Lucena CATEGORIA CANÇÃO POPULAR MELHOR ÁLBUM • ‘Cauby ao vivo – 60 anos de música’, de Cauby Peixoto, produtor Thiago Marques Luiz • ‘Duas Faces – Jam Session’, de Alcione, produtor Alexandre Menezes • ‘Eu Voltei’, de Angela Maria, produtor Thiago Marques Luiz MELHOR DUPLA • Bruno & Marrone (‘Juras de Amor’) • Chitãozinho & Xororó (‘Sinfônico 40 anos’) • Rionegro & Solimões (‘Virou Festa’) MELHOR GRUPO • Banda Calypso (‘Meu Encanto Vol.16’) • Banda Signus (‘Em Busca de Você’) MELHOR CANTOR • Agnaldo Timóteo (‘A Força da Mulher’) • Cauby Peixoto (‘Cauby ao vivo – 60 anos de música’) • Fábio Jr. (‘Íntimo‘) MELHOR CANTORA • Alcione (‘Duas Faces – Jam Session’) • Angela Maria (‘Eu Voltei’) • Célia (‘Outros Românticos’) CATEGORIA INSTRUMENTAL MELHOR ÁLBUM • ‘Iluminado’, de Dominguinhos, produtor Zé Américo Bastos • ‘Mafuá’, de Yamandu Costa, produtor Peter Finger • ‘The art of samba jazz’, de Dom Salvador Sextet produtor Dom Salvador MELHOR SOLISTA • Dominguinhos (‘Iluminado’) • Hamilton de Holanda (‘Brasilianos 3’) • Yamandu Costa (‘Mafuá’) MELHOR GRUPO • Dom Salvador Sextet (‘The art of samba jazz’) • Quinteto Villa-Lobos (‘Ernesto Nazareth’) • Zimbo Trio (‘Autoral’) CATEGORIA MPB MELHOR ÁLBUM • ‘Chico’, de Chico Buarque, produtor Luiz Claudio Ramos • ‘É luxo só’, de Rosa Passos, produtores Renata Borges e Luiz Felipe Caetano • ‘Poesia musicada’, de Dori Caymmi, produtor Dori Caymmi MELHOR GRUPO • 5 a seco (‘Ao vivo no Auditório Ibirapuera’) • Passo Torto (‘Passo Torto’) • Quarteto Primo (‘Dorival’) MELHOR CANTOR • Cauby Peixoto (‘A voz do violão’) • Dori Caymmi (‘Poesia musicada) • Filipe Catto (‘Fôlego’) MELHOR CANTORA • Áurea Martins (‘Depontacabeça’) • Mônica Salmaso (‘Alma Lírica Brasileira’) • Rosa Passos (É luxo só ‘) CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK MELHOR ÁLBUM • ‘Nó na orelha’, de Criolo, produtores Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman • ‘Tempo de menino’, de Pedro Luis, produtores Rodrigo Campello e Jr. Tostoi • ‘Todo dia é o fim do mundo’, de Lula Queiroga, produtores Lula Queiroga e Yuri Queiroga MELHOR GRUPO • Agridoce (‘Agridoce’) • Graveola e o lixo polifônico (‘Eu preciso de um liquidificador’) • Mundo Livre s/a (‘Novas lendas da etnia Toshi Babaa’) MELHOR CANTOR • Caetano Veloso (‘Zii e Zie ao vivo’) • Criolo (‘Nó na orelha’) • Seu Jorge (‘Músicas para churrasco Vol.1’) MELHOR CANTORA • Gal Costa (‘Recanto’) • Marisa Monte (‘O que você quer saber de verdade‘) • Zélia Duncan (‘Pelo sabor do gesto – Em cena’) CATEGORIA REGIONAL MELHOR ÁLBUM • ‘Na eira’, de Ponto Br, produtor André Magalhães • ‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’, de Herbert Lucena, produtores Herbert Lucena e Alexandre Rasec • ‘Samba de latada ao vivo’, de Josildo Sá & Paulo Moura, produtores Wagner Santos e Josildo Sá MELHOR DUPLA • César Oliveira & Rogério Melo (‘Rio Grandenses (Volume I – Histórico e Volume II - Convidados’) • Kleuton e Karen (‘Genuinamente Caipira’) • Luiz Augusto & Amauri Garcia (‘Meu interior’) MELHOR GRUPO • Pé de Mulambo (‘Segura essa munganga aí, menino!) • Ponto Br (‘Na eira’) • Quinteto Violado (’40 anos’) MELHOR CANTOR • Chico Teixeira (‘Mais que o viajante’) • Herbert Lucena (‘Não me peçam jamais que eu dê de graça tudo aquilo que eu tenho pra vender’) • Silvério Pessoa (‘Collectiu – Encontros Occitans’) MELHOR CANTORA • Kátya Teixeira (‘Feito de corda e cantiga’) • Roberta Nistra (‘Roberta Nistra’) • Socorro Lira (‘Lua bonita – Zé do Norte 100 anos’) CATEGORIA SAMBA MELHOR ÁLBUM • ‘Em boas e mais companhias’, de Ivor Lancelotti, produtor Família Lancelotti • ‘Fabiana Cozza’, de Fabiana Cozza, produtor Paulão 7 cordas • ‘Nosso samba tá na rua’, de Beth Carvalho, produtor Rildo Hora MELHOR GRUPO • Casuarina (‘Trilhos – terra firme’) • Fundo de quintal (‘Nossa verdade‘) • Sururu na roda (‘Se você me ouvisse – 100 anos de Nelson Cavaquinho’) MELHOR CANTOR • Arlindo Cruz (‘Batuques e romances’) • Douglas Germano (‘Orí’) • Leandro Lehart (‘Ensaio de escola de samba’) MELHOR CANTORA • Aline Calixto (‘Flor morena’) • Beth Carvalho (‘Nosso samba tá na rua’) • Fabiana Cozza (‘Fabiana Cozza’) FINALISTAS - ESPECIAIS DVD • Caetano e Maria Gadú / ‘Multishow ao vivo’, diretores Gualter Pupo e Fernando Young • Chitãozinho & Xororó / ‘Sinfônico 40 anos’, diretor Cassio Amarante • Djavan / ‘Ária ao vivo’, diretores Gabriela Gastal e Gabriela Figueiredo ÁLBUM LINGUA ESTRANGEIRA • ‘Goodnight Kiss’ / Delicatessen, produtores Beto Callage e Carlos Badia • ‘Pure gold’ / Boss in drama, produtor Péricles Martins • ‘Short stories’ / Babi Mendes, produtor Flávio Medeiros ÁLBUM ERUDITO • ‘Dvorak-Bruch / Osesp – Antonio Carlos Menezes, Cláudio Cruz e John Neschling • ‘Liszt: Harmonies Du Soir‘ / Nelson Freire • Tchaikovsky – Sinfonia N° 5 – A Tempestade / Osesp – Fabio Mechetti e John Neschling ÁLBUM INFANTIL • ‘Crianceiras’ / Márcio de Camilo, produtor Márcio de Camilo • ‘Embolada’/ Rita Rameh e Luiz Waack, produtores Luiz Waack e Rita Rameh • ‘Par ou ímpar’/ Kleiton & Kledir, produtores Kleiton & Kledir ÁLBUM PROJETO ESPECIAL • ‘Liebe Paradiso’ / Celson Fonseca e Ronaldo Bastos, produtor Duda Mello • ‘O samba carioca de Wilson Baptista’ / Vários artistas, produtor Rodrigo Alzuguir • ‘Panorama do choro paulistano contemporâneo’ / Vários artistas, produtor Sérgio Mendonça ÁLBUM ELETRÔNICO • ‘Incoming jazz’ / Projeto CCOMA, produtor projeto CCOMA • ‘Lá onde eu moro’ / João Hermeto, produtor João Hermeto • ‘New perspective’ / Gustavo FK, produtor Gustavo FK
oglobo.globo.com | 14-05-2012
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Evento será realizado entre 9 e 24 de junho.
Expectativa é receber 350 mil pessoas.
g1.globo.com | 11-05-2012
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Nesta sexta-feira, 11/5, o cantor e compositor Delcio Carvalho se apresenta no projeto Gourmet Musical, da Escola Sentrinho. Os músicos que acompanharão Delcio são: Lúcio Rodrigues (violão 7 cordas), Werlles (flauta/sax), Malaca e Pê (percussão) e Batata (cavaquinho). Show de abertura com o cantor e compositor Jorge Benzê. Direção musical: Lúcio Rodrigues.
Serviço Local: Av. Evaldo Costa, 475 - Macaé RJ Horário: 20:30 h Reservas: (22) 2762-9647 Couvert: R$15,00 Gourmet: Gilberto Alves com sua peixada. Tem sala para as crianças e área coberta. Mais sobre esse grande campista: "Delcio Carvalho começou como cantor em Campos (RJ). Mudou-se para o Rio de Janeiro, participou de programas de calouros e trabalhou como cantor de cabaré nos subúrbios. Em 1968 teve sua primeira composição, "Pingo de Felicidade", gravada por Christiane, e no ano seguinte formou o conjunto Lá Vai Samba, que chegou a se apresentar em alguns festivais. Seu maior sucesso, o samba "Sonho Meu", com Dona Ivone Lara, de 1978, foi gravado por Maria Bethânia, Gal Costa e Clementina de Jesus. Lançou quatro discos: "Canto de um Povo" (1980), "Amar É Sofrer" (1988), "Afinal" (1996) e o elogiado "A Lua e o Conhaque" (2000), pela CPC-Umes, com participações especiais de Zeca Pagodinho, Zezé Gonzaga e outros. A parceria com Dona Ivone Lara rendeu ainda outros clássicos como "Alvorecer", "Acreditar", "Liberdade" e "Minha Verdade" . (divulgação)
www.samba-choro.com.br | 10-05-2012
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Nesta sexta-feira (11), no Cordão da Bola Preta, o sambista Marquinhos Diniz apresenta seu novo CD "Meu Samba". O show terá participação especial de Tia Surica, e o disco tem Dudu Nobre e Juninho Thybau, sobrinho de Zeca Pagodinho, entre outros.
Marquinhos será acompanhado pelo Grupo Mulato Velho, formado Fernando Brandão (cavaco e violões), Dudu Oliveira (Violões, bandolim e flauta), Felipe Tauil (percussão), Daniel Karin (percussão), Whatson Cardozo (clarineta e saxes), Fabiano Segalote (trombone tenor e bombardino). Serviço Centro Cultural Cordão da Bola Preta Rua da Relação, 3-Lapa Tel. 2240-8049/ 8099 Sexta-feira (11/05) às 21h Ingresso: R$ 20,00 Censura: 18 anos Capacidade: 600 pessoas
www.samba-choro.com.br | 10-05-2012
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Ainda não conheci, mas achei a ideia bem interessante. Um grupo de amigos que se reune para tocar, aberto à participação de todos, e que circula pelos mais variados bares da cidade. A próxima edição é neste sábado (12/05), às 15 horas, no Bar Peixe & Cia, na Lapa.Se você sabe tocar, é só chegar. Se não sabe, canta...
Eles contam um pouco mais sobre os encontros: "Formada no ano de 2010, por um grupo de alunos que se conheceu em uma oficina de percussão na Lapa, a Roda Itinerante surge com o simples propósito de reunir amigos amantes do samba, de modo, a fazer dessas reuniões um momento de abstração. Nossas rodas não têm qualquer pretensão de ser profissional e também não recebemos nenhuma forma de remuneração, até porque o que realmente importa para nós é a liberdade de poder, de fato, se divertir sem compromisso. Sendo assim, costumamos nos reunir em bares onde cada integrante é responsável por arcar com a sua respectiva despesa. Os bares onde nos reunimos também não estabelecem vinculo algum conosco, desta forma, em caso de dúvidas o contato deve ser feito através do nosso e-mail ou telefone. Nossos pagodes são realizados aos sábados quinzenalmente e de maneira itinerante. Dão corpo às nossas rodas de samba: músicos profissionais, ritmistas de escolas de samba, amantes da cultura do samba e qualquer um que por vontade pouse ao redor da nossa batucada querendo participar. Nosso repertório costuma girar entorno de autores como: Paulinho da Viola, Candeia, Cartola, Wilson Moreira & Nei Lopes, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Mauro Duarte, Luiz Carlos da Vila, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e nos sambas de terreiro das Velhas Guardas" . Serviço Roda Itinerante Dia 12 de maio, às 15h Local: Bar Peixe & Cia Endereço: Rua André Cavalcante, número 16 A , Lapa Rio de Janeiro. Evento gratuito e participativo Contato: rodaiti arroba yahoo.com.br (e-mail) 88926430 (Carlos)
www.samba-choro.com.br | 10-05-2012
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O compositor Fred Camacho lança seu primeiro disco solo esta terça, 8, no Teatro Rival. Participação especial de Dudu Nobre e Xande de Pilares. Frequentador desde a infância do Morro do Salgueiro e amigo pessoal do saudoso Mestre Louro e de Almir Guineto, Fred já foi gravado por Arlindo Cruz,Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Alcione, Fundo de Quintal, Martinho da Vila, Dudu Nobre e Maria Rita.
No disco, Fred mostra suas parcerias com Nei Lopes, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Cassiano Andrade,Rogê, Marcelinho Moreira, Wanderson Andrade e Zeca Pagodinho,entre outros. O disco sai pelo selo Bolacha com produção do maestro e arranjador Ivan Paulo. Serviço: Teatro Rival Petrobras Dia 08/05 Terça-feira às 19h30 Rua Álvaro Alvim, 33/37 Cinelândia Tel: 2240-4469 Preço: R$ 45 (inteira) R$ 30(os 200 primeiros pagantes) R$ 22,50 (meia) Classificação: 16 anos Capacidade: 472 lugares
www.samba-choro.com.br | 08-05-2012
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Nos próximos domingos (6 e 13) acontece o "Bailão da Criôla" com a Orquestra Criôla no Casarão Ameno Resedá
. O grupo tem direção musical do saxofonista e arranjador Humberto Araújo e toca o melhor da música brasileira e latina, com arranjos dançantes.
Mais um pouquinho sobre o talentoso Humberto Araújo: "Traz em seu currículo orquestrações e arranjos para vozes ilustres, como Zeca Pagodinho, Casuarina, Luiz Melodia, Ney Matogrosso, Moska, Elza Soares, Quarteto em Cy, Toquinho, Carlos Lyra, Nei Lopes, Cidade Negra, Marcos Sacramento, entre outros. O músico também teve participações elogiadas nos discos de Roberta Sá, Casuarina, Olívia Byington, Augusto Martins e Trio Manari" . Serviço: Onde: Casarão Ameno Resedá Artista: Bailão da Criôla com Orquestra Criôla Capacidade de público: 250 lugares Classificação etária: 16 anos Endereço: Rua Bento Lisboa, 4 Catete Telefones: (21) 2556-2427 Dia e hora do show: 6 e 13 de maio, domingo, às 20h Abertura do Casarão: 19h Ingresso: pista - R$ 40,00 (meia ou 1 kg de alimento não perecível ou cadastro no site) Cartões de crédito: Diners, Mastercard e Visa Cartões de débito: todos Estacionamento? Sim Venda de Ingresso por site? www.ingressorapido.com.br Bilheteria (térreo) - de quinta a terça, das 14h às 22h
www.samba-choro.com.br | 05-05-2012
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RIO - João Nogueira — por quase quatro décadas um dos maiores nomes do samba carioca — é dedicado o primeiro "Sambabook", alentada e luxuosa caixa que reúne caderno de partituras, DVD, CDs e livro em torno da obra do compositor. Primeiro porque o idealizador e diretor artístico Afonso Carvalho (sócio de Sérgio Baeta e Luiz Calainho na produtora Musickeria), tem planos para dedicar projetos semelhantes a Martinho da Vila, Paulinho da Viola e outras grandes figuras do samba. A caixa é um produto caro. Dizem os responsáveis que se destina não só a colecionadores, mas a escolas onde novas gerações poderão conhecer a obra do sambista, morto aos 58 anos, em 2000. Contudo, a R$ 250, é de se esperar que os mil exemplares saídos do forno sirvam mais como belos presentes, pessoais ou das empresas patrocinadoras, do que como material didático. Ainda bem que cada um dos itens pode ser adquirido em separado, mesmo o Blu- ray não incluído na caixa. O caderno de partituras, reunindo 60 sambas de João Nogueira, só ou com parceiros, é de interesse apenas de músicos, com letra, diagramas de posições para violão, pauta com linha melódica e cifras. Já o DVD reúne a nata do samba revivendo 24 dos melhores trabalhos do compositor. O filho Diogo canta quatro músicas, entre elas "João e José" (com Martinho da Vila), e "Espelho" (com Joel Nascimento). Mas há Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Beth Carvalho, Sombrinha, Djavan, Grupo Revelação, Ivan Lins, Arlindo Cruz, Mariene de Castro, Lenine, Leny Andrade, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Monarco e Velha Guarda da Portela, Teresa Cristina, Gisa Nogueira e Dudu Nobre, Marcelo D2. Há bons momentos no desfile. Os mais identificados com o sambista brilham. Um exemplo: Zeca Pagodinho ("Do jeito que o rei mandou"). Outro: Monarco ("Sonho de bamba"). Mariene, novata em João Nogueira, sai-se mais do que bem em "Um ser de luz" (escrita em memória de Clara Nunes, com Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, este principal parceiro de João). Os rapazes do Revelação, a mesma coisa. Os demais, como Marcelo D2 ("Baile no Elite") e Seu Jorge ("Minha missão"), são ao menos reverentes, resistindo a uma releitura menos fiel. Problemas de mixagem, possivelmente exclusivos do DVD ouvido, tornam as vozes desses bambas quase inaudíveis em certas frases. Muito contribuem para a qualidade do DVD os arranjos e a direção de Alceu Maia, banjo e cavaquinho que mantêm dentro dos limites da fidelidade os intérpretes. Em cena, os pianos de Cristóvão Bastos e Marinho Boffa, os teclados de Fernando Merlino, os sopros de Dirceu Leite, os violões de Cláudio Jorge e José Simas, o baixo de Ivan Machado, o naipe rítmico de Jorge Gomes, Marcelo Pizzott, Milton Manhães, Paulinho da Aba, Beloba e Pirulito. É nos dois CDs que está o ponto mais discutível do "Sambabook". São, antes de tudo, redundâncias. As 24 faixas repetem em áudio (com mais qualidade de som) o que já está no DVD. Com isso, tendo em vista que João Nogueira foi tão importante intérprete como compositor, os CDs bem poderiam trazer gravações originais em que estão perpetuados o balanço, a personalidade, a alma do João cantor. Por último, o livro, rotulado de "discobiografia" (Casa da Palavra). Escrito por Luiz Fernando Vianna (repórter do Segundo Caderno), é trabalho exemplar. Com informações sobre as músicas, opiniões de parceiros, histórias inéditas e análise acurada, passa em revista os 20 discos de carreira de João. Não faltam traços biográficos que partem do pai violonista (grande admiração do filho, que lhe dedicou a comovente "Espelho") até os esforços de João para vencer a doença. O primeiro sambabook está programado para ir mais longe: internet, celulares e tablets, além de exibição do DVD no Canal Brasil, já agendada para este domingo.
oglobo.globo.com | 27-04-2012
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O GLOBO 21/4/2012 1) PANORAMA POLÍTICO – p. 2 – segundo tópico final - A SECRETARIA de Direitos Humanos vai reunir as centrais sindicais, na terça-feira, para organizar manifestações para pressionar o Congresso a votar com urgência a PEC Crítica: repetição de “para” Melhor: A SECRETARIA de Direitos Humanos vai reunir as centrais sindicais, na terça-feira, para organizar manifestações a fim de pressionar o Congresso a votar com urgência a PEC 2) O PAÍS – p. 3 – Delta sai do jogo - segunda coluna: ...numa clara indicação de que trata-se de uma planilha... Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono Certo: ...numa clara indicação de que se trata de uma planilha... 3) O PAÍS – p. 3 – Polícia Federal diz que empreiteira pagou ‘mensalão’ a servidores do Dnit no Ceará - Diálogos, não divulgados no inquérito, mas citados como anexo ao volume entregue à Justiça, mostram o “pagamento de propina...” Crítica: erro de concordância ou de construção da frase Certo: Diálogos, não divulgados no inquérito, mas citados como anexos ao volume entregue à Justiça, mostram o “pagamento de propina...” Ou então: Diálogos, não divulgados no inquérito, mas citados como um anexo ao volume entregue à Justiça, mostram o “pagamento de propina...” 4) O PAÍS – p. 3 – NHENHENHÉM / UTI da cerveja - ...Zeca Pagodinho inverteu os papeis e acabou diagnosticando... Crítica: erro de grafia: falta do acento gráfico [o acento do ditongo aberto “ei” só desapareceu nas palavras paroxítonas...] Certo: ...Zeca Pagodinho inverteu os papéis e acabou diagnosticando... 5) HISTÓRIA – p. 36 – O imperador viajante - ...mostra um homem avesso às pompas monárquicas, muito mais propenso à vida intelectual do que a de um chefe de Estado. Crítica: falta do acento grave (indicador da crase) Melhor: ...mostra um homem avesso às pompas monárquicas, muito mais propenso à vida intelectual do que à de um chefe de Estado. 6) HISTÓRIA – p. 36 – O imperador viajante - Para que lhe deixassem em paz, como mero viajante, bancou as passagens ao exterior com suas economias. Crítica: erro no emprego do pronome pessoal Certo: Para que o deixassem em paz, como mero viajante, bancou as passagens ao exterior com suas economias. 7) ESPORTES – capa – O comandante da virada banguense - Uma volta para casa galgada a base de muitas conquistas. Crítica: falta do acento grave: indicador da crase Certo: Uma volta para casa galgada à base de muitas conquistas. 8) ESPORTES – p. 3 – Um volante de fino trato - Criado em um bairro vizinho ao Engenhão, Luiz Antônio está há nove anos no Flamengo, estreou no profissional há menos de um mas já conquistou seu lugar no time... Crítica: falta de vírgula antes do “mas” Certo: Criado em um bairro vizinho ao Engenhão, Luiz Antônio está há nove anos no Flamengo, estreou no profissional há menos de um, mas já conquistou seu lugar no time... 9) ESPORTES – p. 4 – Enquanto a fanfarra tocar - Eles sopram pra lá, eu sopro pra cá, vós soprais aonde quereis e fim de semana que vem falamos sobre isso. Crítica: erro de regência / grafia Certo: Eles sopram pra lá, eu sopro pra cá, vós soprais para onde quereis e fim de semana que vem falamos sobre isso. 10) ESPORTES – p. 5 – Pacificador na linha de tiro - segunda coluna: ...Leonardo recorda com orgulho da confiança da população no trabalho do Exército. Crítica: erro de regência Certo: ...Leonardo recorda com orgulho a confiança da população no trabalho do Exército. 11) ESPORTES – p. 5 – Mestre e discípulo frente a frente - segunda coluna: Nos ajudaria muito contar com ele em Londres. Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono Certo: Contar com ele em Londres nos ajudaria muito. 12) ESPORTES – p. 6 – A PELADA COMO ELA É / Liberdade, liberdade! - Numa época em que morria-se cedo de tuberculose, pneumonia e até resfriado, claro que sua mãe... Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono Certo: Numa época em que se morria cedo de tuberculose, pneumonia e até resfriado, claro que sua mãe... O GLOBO 22/4/2012 1) O PAÍS – p. 3 – O lava-jato de Cachoeira - segunda coluna: ...e pediu para a gente abastecer no posto dele. Crítica: erro de regência Certo: ...e pediu que a gente abastecesse no posto dele. 2) O PAÍS – p. 3 – No rastro do dinheiro da contravenção - terceira coluna: Mas não explica como nem porque seu nome também apareceu na transação. Crítica: erro de grafia (por que = por que motivo) Certo: Mas não explica como nem por que seu nome também apareceu na transação. 3) O PAÍS – p. 3 – Aproximações - Entre 50% e 70% dos membros de cada um dos partidos que formam o bloco citam outro partido do bloco como o que tem melhor relacionamento. Crítica: repetição de “partido” e erro de regência na construção com o relativo Certo: Entre 50% e 70% dos membros de cada um dos partidos que formam o bloco citam outro do próprio bloco como aquele com que (ou com o qual) têm melhor relacionamento. 4) O PAÍS – p. 3 – CGU vai investigar denúncias de corrupção em contratos da Delta - Entregou pistas com buracos e desníveis entre a pista e o acostamento e executava obras com baixa qualidade e em desacordo com as especificações. Crítica: repetição de “pista(s)” e muito “e” Certo: Entregou pistas com buracos e desníveis entre elas e o acostamento, além de executar obras com baixa qualidade e em desacordo com as especificações. 5) O PAÍS – p. 3 – CGU vai investigar denúncias de corrupção em contratos da Delta - A decisão abrir processo contra a empreiteira foi tomada em reunião na sexta-feira... Crítica: falta do “de” Certo: A decisão de abrir processo contra a empreiteira foi tomada em reunião na sexta-feira... 6) O PAÍS – p. 3 – CGU vai investigar denúncias de corrupção em contratos da Delta - Havia as irregularidades correntes que nós comumente encontramos com frequência e que não leva à declaração de inidoneidade de uma empresa... Crítica: erro de concordância Certo: Havia as irregularidades correntes que nós comumente encontramos com frequência e que não levam à declaração de inidoneidade de uma empresa... 7) O PAÍS – p. 3 – CGU vai investigar denúncias de corrupção em contratos da Delta - Produzimos esses relatórios e encaminhamos ao MP, ao TCU, a todos os órgãos onde destinamos o relatório de nossa auditoria para que eles avaliem providências cabíveis. Crítica: falta do “sic” ou erro no emprego do relativo Certo: Produzimos esses relatórios e encaminhamos ao MP, ao TCU, a todos os órgãos onde (sic) destinamos o relatório de nossa auditoria para que eles avaliem providências cabíveis. Ou então: Produzimos esses relatórios e encaminhamos ao MP, ao TCU, a todos os órgãos a que destinamos o relatório de nossa auditoria para que eles avaliem providências cabíveis. 8) OPINIÃO – p. 7 – Virando anedota - Deus disse “que haja muitas línguas, e que cada língua tenha muito dialetos”. Crítica: falta de flexão do plural Certo: Deus disse “que haja muitas línguas, e que cada língua tenha muitos dialetos”. 9) OPINIÃO – p. 7 – Virando anedota - Quem pula ou sobe precisa cuidar onde põe os pés e o grego “skandalon” significa um obstáculo ou uma armadilha. Crítica: falta de vírgula antes do “e” (mudança de sujeito) Certo: Quem pula ou sobe precisa cuidar onde põe os pés, e o grego “skandalon” significa um obstáculo ou uma armadilha. 10) O PAÍS – p. 10 – Estado diz que obra do Maracanã não atrasará - Com isso, ela aliviaria a pressão por aporte de recursos, dedicando-se apenas aos projetos menos vultuosos. Crítica: erro de grafia (confusão entre parônimos) Certo: Com isso, ela aliviaria a pressão por aporte de recursos, dedicando-se apenas aos projetos menos vultosos. 11) O PAÍS – p. 10 – Comitê da Copa: não há preocupação com atrasos - Cada uma tem uma gerência, mas se uma delas sair, a mudança seria só de caixa. Crítica: falta de vírgula no início da circunstância interposta Certo: Cada uma tem uma gerência, mas, se uma delas sair, a mudança seria só de caixa. 12) O PAÍS – p. 15 – Em Pernambuco, juíza pede ajuda para não morrer - segunda coluna: O Tribunal de Justiça de Pernambuco, porém, tem não concorda: não só lhe negou escolta como já quis aposentá-la. Crítica: “tem” a mais Certo: O Tribunal de Justiça de Pernambuco, porém, não concorda: não só lhe negou escolta como já quis aposentá-la. O GLOBO 23/4/2012 1) RICARDO NOBLAT – p. 2 – Hora do show - Não lembro de político conhecido... / Lembra daquele personagem de Chico Anísio dono do bordão “Sou, mas quem não é?” Crítica: erro de regência Certo: Não me lembro de político conhecido... / Lembra-se daquele personagem de Chico Anísio dono do bordão “Sou, mas quem não é?” 2) RIO – p. 11 – Violência teleguiada - quase no final: ...informou que viaturas ficarão posicionados em ruas da região... Crítica: erro de concordância Certo: ...informou que viaturas ficarão posicionadas em ruas da região... 3) RIO – p. 14 – ANCELMO GOIS / Agora vai - Hugo Chávez, apesar do tratamento contra o câncer, avisou quem vem à Rio+20, em junho. Crítica: troca de conectivo (erro de digitação) Certo: Hugo Chávez, apesar do tratamento contra o câncer, avisou que vem à Rio+20, em junho. 4) RIO – p. 14 – ANCELMO GOIS / ZONA FRANCA - terceiro tópico: José Enrique Reinoso passa integrar o escritório... Crítica: falta da preposição Certo: José Enrique Reinoso passa a integrar o escritório... 5) ESPORTES – p. 3 – Foram tantas emoções... - segunda coluna: Números e vantagens são absolutas até o próximo jogo. Crítica: erro de concordância Certo: Números e vantagens são absolutos até o próximo jogo. 6) ESPORTES – p. 3 – Foram tantas emoções... - terceira coluna: ...pelo fato de almejar os títulos das competições que o rival já foi eliminado. Crítica: erro de regência no emprego do relativo Certo: ...pelo fato de almejar os títulos das competições de que (ou em que) o rival já foi eliminado. 7) ESPORTES – p. 4 – Felipe garante feriado vascaíno e ironiza rival - ...às provocações de Vágner Love na semana que antecedeu ao clássico. Crítica: erro de regência Certo: ...às provocações de Vágner Love na semana que antecedeu o clássico. 8) ESPORTES – p. 5 – O novo salto do gigante - segunda coluna: ...o tom da conversa entre os torcedores era de que o Botafogo não podia ser tão reverente ao artilheiro, que só ganhara um Estadual... Crítica: “de” a mais Certo: ...o tom da conversa entre os torcedores era que o Botafogo não podia ser tão reverente ao artilheiro, que só ganhara um Estadual... 9) ESPORTES – p. 8 – Vettel e Lotus dão as cartas no Bahrein - Os vencedores seguintes foram o americano John Watson, da MacLaren, em Long Beach... Crítica: erro de informação (John Watson nasceu em Belfast, na Irlanda do Norte) Certo: Os vencedores seguintes foram o irlandês John Watson, da MacLaren, em Long Beach... 10) SEGUNDO CADERNO – p. 10 – Carioca, o filme/2 - Os botequins são uma das catedrais da carioquice e ali fala-se com o Além e com os amigos. Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono Certo: Os botequins são uma das catedrais da carioquice e ali se fala com o Além e com os amigos.
oglobo.globo.com | 23-04-2012
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RIO - Caro editor, tenho opiniões. Logo, existo. E insisto. Foram mais de cem tentativas, sempre muito educadas e com estilo. Hermético. Prosaico. Eclético. Que tal discutir o nariz fino da Negra Li ou as gravatas do rabino Henry Sobel? Ou o que predadores à espreita têm a ver om a violência do Rio? Quiçá a importância da “cor” de Obama? Ou ainda a fórmula $a = p x $s x (t2 - t1)/(T - t2), capaz de resolver de vez o déficit da previdência? O quê? Como? — Aprendi com o meu pai, e procuro passar para os meus filhos. Você tem o direito de emitir até uma opinião errada, mas não tem o direito de não participar. Um dos maiores engenheiros químicos que existiu não era engenheiro químico, era o matemático Neal Amundson. Adoro filosofia, de descobrir qual o fundamento que está por trás de uma determinada ideia — diz o doutor em engenharia química José Carlos Pinto, diretor-executivo da Coppetec, braço da Coppe, maior centro de pesquisa e ensino de engenharia da América Latina, junto ao mercado. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e pesquisador 1A do CNPq (título para pouquíssimos), ele é um dos recordistas da seção Dos Leitores do GLOBO. Em todos os sentidos. Melhor explicar. Escreveu e-mails sobre quase tudo e quase todos, pelo menos duas vezes ao mês, nos últimos anos, desde 2006. Um recorde. Só emplacou dois e-mails. Outro recorde. De família numerosa — a avó paterna teve nove filhos e a materna quatro, que lhe deram tios e primos além da conta —, o raciocínio de José Carlos foi afiado no furdunço de um prédio no Cachambi onde moravam todos juntos. E, depois, aprimorado na academia. Pai engenheiro, o menino que levou uma vida meio nômade a reboque de obras — morou até na Floresta Amazônica — fez mestrado e doutorado em engenharia química no exterior. No que tudo isso deu: num PhD que foge ao estereótipo do PhD — sem querer reforçar o estereótipo, sem tolices de vaidade, que tem um interesse por quase tudo o que o cerca e defende o direito sagrado de todos a ter opinião e expressá-la. — Deve ser alguma frustração — brinca. — Minha segunda opção no vestibular foi jornalismo. Dá para acreditar? Não que eu não seja feliz como engenheiro, mas não me esgota. Todo mundo estranhou, por exemplo, a minha tese de doutorado, cheia de exclamações e expressões coloquiais. Ninguém coloca exclamação numa tese de doutorado! Não falta humor às “cartas” (são e-mails) de José Carlos, que com elas fez o livro “Lendo o jornal na varanda”, da Editora Frutos, com um subtítulo incomum: “Minhas cartas não publicadas em O GLOBO”. Na orelha, uma pequena biografia informando que o autor é do signo de câncer. A coletânea começou com uma tese. — Eu desenvolvi a teoria de que havia padrões para carta publicáveis e outros para as não publicáveis. As publicáveis são curtas, não tem análise, apenas reverberam uma notícia e quase sempre terminam com uma frase chavão. No escândalo do Cachoeira, diria que todo político é corrupto e terminaria com um “até quando?”. Passei a só mandar cartas não publicáveis. Só duas foram publicadas. Não acho que haja um complô do GLOBO contra o leitor, nada disso. É assim porque é. Com a palavra, a editora da página Dos Leitores, a jornalista Antonietta Ramos: — Não há regra ou censura. Mas evitamos usar cartas longas, já que os cortes são inevitáveis, e muitos leitores não concordam. Só não vão para as páginas xingamentos ou agressões a pessoas. Também tentamos dar um espaço entre as publicações de um mesmo leitor, para dar oportunidade a todos — observa ela, que diariamente recebe 250 e-mails. No livro do professor, há pérolas. Um exemplo foi seu comentário sobre o episódio do rabino Henry Sobel, flagrado furtando gravatas nos EUA em 2007. Ao ouvir alguns defenderem que o caso estava cercado por preconceito contra os judeus, ele lançou mão de uma parábola de futebol, outra paixão, para rebater o argumento. Para ele, era o mesmo que dividir a sociedade entre os que amam o Flamengo e os que detestam, exceto por um terceiro grupo “formado pelos que adoram sacanear vascaíno”. De polêmica, aliás, nunca fugiu. Adora. Quando uma líder do movimento negro criticou Negra Li por causa de uma cirurgia plástica para afinar o nariz, saiu na defesa da cantora. A tal líder é que era intolerante, na opinião dele, pois não aceitava que um ser humano de pele escura fosse outra coisa que não o ícone de uma causa. “Negra Li tem o direito de botar piercing, de pintar o cabelo, de beber cerveja e até mesmo de afinar o nariz”, dizia a carta. Apreciador do Animal Planet, ele traçou em carta um paralelo entre a ação dos predadores e a violência do Rio. “Somos, todos nós, 99% dessa cidade supostamente maravilhosa, herbívoros à espera dos predadores”. Ao analisar o rombo da previdência, José Carlos distribui símbolos para inúmeras variáveis e conclui que, “com enorme simplicidade”, uma condição de Justiça para o cidadão seria a fórmula $a = p x $s x (t2 - t1)/(T - t2). Nem tanto, professor. Simples é a moral que se extrai depois da leitura do artigo: não é qualquer jornalista que poderia ter como segunda opção no vestibular a engenharia química. As cartas são assim, têm erudição, polêmica e fofice. Sim, ao tratar da estupidez da guerra civil palestina, lembra o amigo Isam Jaber, nascido na Jordânia, como ele especialista em polímeros, que conheceu no doutoramento nos EUA, nos anos 90. “Isam era estranhamente estrangeiro em todos os lugares do mundo e, por isso, seu passaporte era expedido pela ONU. Ou seja, por ser palestino, Isam havia sido condenado a vagar pelo mundo sem ter um local onde pudesse simplesmente chegar a estar”. Fãs não faltam a José Carlos. Como o amigo de infância Marcus Salvador, com quem, muitas vezes, amadurece o discurso antes de levá-lo ao papel: — É uma pessoa inteligentíssima e desprovida de barreira cultural. Num barzinho, fala de bomba atômica, das Ilhas Malvinas e do cabelo ralo do Roberto Carlos — brinca. — Uma vez, eu tive o desprazer de ir a um restaurante e escrevi uma reclamação para o Programa Furado do Rio Show, que publicou. Claro que liguei para ele, tinha que provocar. Mestre do jornalismo e apresentador do Observatório da Imprensa, Alberto Dines observa que o “diálogo do leitor com os jornais se intensificou com a universalização do telefone e, agora, com a internet: — É claro que o leitor tem o direito de se manifestar sobre tudo, mas quem sofreu uma agressão ou teve um direito desrespeitado tem prioridade. Se você enviar muitas cartas ou quiser discorrer sobre a primavera no Afeganistão, tem que entrar na fila — afirma. As paixões, do Mengão ao jornal, em que se viciou lendo as páginas rosas do finado “Jornal dos Sports”, comprado diariamente pelo avô, falam mais alto. Em 2008, O GLOBO publicou um anúncio dos 200 anos do Banco do Brasil, que simulava uma primeira página do jornal falando de sua importância e história. A primeira página de verdade ficou por baixo, escondida. Uma heresia que não foi perdoada. Toma-lhe carta: “O GLOBO hoje vendeu a alma”. — Fiquei tiririca. Casado e pai de três filhos, José Carlos é poeta e compositor. Sonha ter seus versos lidos pelo mestre Zeca Pagodinho ou Maria Gadú. O projeto é para “ontem”. Mesmo dizendo ser um “compositor sofrível”, vai soltar a voz num CD de MPB, com a banda Intervalo. Caro editor, da próxima vez, publica o professor José Carlos!
oglobo.globo.com | 22-04-2012
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Gaby Amarantos, que canta a música de abertura da novela Cheias de charme (Globo), que estreou anteontem, vai formar dupla com o sambista Zeca Pagodinho, segundo o jornal Folha de S.. Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 19-04-2012
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Gaby Amarantos vai fazer um dueto com Zeca Pagodinho, informou a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
musica.terra.com.br | 17-04-2012
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RIO - Filmar os versos de "A arca de Noé", tesouro da poesia infanto-juvenil nacional idealizado por Vinicius de Moraes (1913-1980) como um mimo a seus rebentos, não é tarefa que um adulto possa fazer sozinho. Filha do poeta, a cineasta Suzana de Moraes é a primeira a reconhecer que os poemas unem lirismo e crueldade num reflexo do que toda criança é. Por isso, embora combine duas das mais premiadas produtoras do país, a Videofilmes, representada por Walter Salles, e a Gullane, dos irmãos Caio e Fabiano, com direção de Sérgio Machado e supervisão de Suzana, a adaptação dos poemas de Vinícius para o cinema teve como consultor artístico um menino de 7 anos. Foi Jorge, quem apontou para seu pai, Sérgio, muitos dos caminhos por onde seguiu o roteiro do projeto. Nas telas, o filme "A arca de Noé", arquitetado em silêncio ao longo de três anos, será um musical em forma de desenho animado e estreará em 2014.— Jorge passa o dia cantando "Garota de Ipanema". Agora que está descobrindo Vinicius na escola, os coleguinhas não acreditam quando ele diz que seu pai vai filmar "A arca de Noé" — diz Machado, um estreante na animação. Rindo daqui, cobrando dali, Jorge ajudou o cineasta, realizador do premiado "Cidade Baixa" (2005), a encontrar uma linha narrativa para o longa-metragem, orçado em R$ 10 milhões. Na trama escrita por Machado (com a bênção de Jorge), os ratinhos Vivinho e Tito, amigos inseparáveis inspirados em Vinicius e Tom Jobim (1927-1994), testemunham o momento em que Deus confia a Noé a tarefa de abrigar um casal de cada espécie animal para salvá-los do dilúvio. Solteirões, Vivinho e Tito terão de arrumar um plano para entrarem juntos. — Somos todos aqui unidos pela admiração a "O fantástico Sr. Raposo", de Wes Anderson. Aliás, com dois filhos pequenos, mais novos do que o Jorge, esse é o DVD que mais roda lá em casa — diz Walter Salles. — Agora que o roteiro está pronto, começamos a escolher o traço do desenho para que o nosso "A arca de Noé", assim como o filme do Wes, possa nos ajudar a entender o mundo pelo registro da animação. Outras animações, como "As bicicletas de Belleville", de Sylvain Chomet, e "As aventuras de Azur e Asmar", de Michel Ocelot, são referências importantes de liberdade autoral. Para a concepção visual de "A arca de Noé", os quatro buscam não apenas animadores. — A partir de agora vamos analisar trabalhos de cartunistas e ilustradores de livros infantis em busca do traço que melhor sintetize o espírito dos poemas do Vinícius — ressalta Fabiano Gullane, produtor de sucessos como "Carandiru" (2003). Ainda nos anos 1940, para explicar a seus dois primeiros filhos, Suzana e Pedro, o que era poesia, Vincius começou a escrever versos de temas infantis, muitos com bichos. Conforme foi tendo outras crianças, o número de poemas do gênero que escreveu espichou. Em 1991, 32 deles foram reunidos em livro pela Companhia das Letras, com o título de "A arca de Noé", cuja edição vendeu 555.400 mil exemplares. Para o filme, Suzana selecionou apenas os que falam de animais: — Eles são cruéis. Não se se esqueça de que o pato acaba na panela — diz Suzana, lembrando que, paralelamente ao livro, os poemas ficaram mais populares depois que Vinicius, em parceria com Toquinho, transformou cada um deles em canções. Em 1980, elas foram gravadas no LP "A arca de Noé" (já convertido em CD), cantadas por medalhões da MPB, e emplacou clássicos: "O pato", com MPB-4; "A corujinha", com Elis Regina; "A foca", com Alceu Valença. Em 10 de outubro daquele ano, a Rede Globo levou ao ar um especial musical, "Vinicius para crianças", dirigido por Ewaldo Ruy, com arranjos de Rogério Duprat. Em 1981, saiu o LP "A arca de Noé II". Para o centenário de Vinicius, em 19 de outubro de 1913, Suzana prepara uma nova versão do disco: um CD que organiza em parceria com a cantora Adriana Calcanhotto e o baixista Dé Palmeira. — O disco corre paralelo ao filme, pois animação consome tempo. O bacana é poder fazer novos arranjos e trazer novos cantores. Pensamos em Marisa Monte para "As abelhas", em Zeca Pagodinho para "O pinguim", Ivete Sangalo para "A galinha d’Angola". Seria bom Roberto Carlos cantar "São Francisco" — diz Suzana. — Enquanto isso, nasce o longa, fruto da afinidade desse grupo aqui com o cinema.
oglobo.globo.com | 16-04-2012
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RIO - No carnaval de 2011, Jorge Aragão, que é sócio de um restaurante que só vende cerveja Itaipava, gravou comercial da Brahma e cantou num baile da Devassa. O detalhe é que ele não bebe álcool. Quem telefona para sua casa ouve a secretária eletrônica: "Você sabe para quem ligou. Então respeite a boemia e ligue após o meio-dia." Ele dorme lá pelas cinco, seis, sete da manhã. Mas boemia não é sinônimo de noitada. Jorge prefere passar a madrugada no quarto, às voltas com o computador, o tablet, o celular. Como se vê, Jorge Aragão é um sambista atípico. Tão atípico que está diversificando suas atividades para além da música. Para começar, virou sócio do restaurante Bossa Nossa, com duas casas na Barra e uma em Nova Iguaçu. Depois, entrou de sociedade na clínica dentária Planeta Dente, no Recreio. Agora, planeja montar com o jogador Daniel Alves uma rede de bares na Europa chamada SamBar. Também recebeu proposta para ser sócio de um pequeno hotel na Suíça. E está desenvolvendo aplicativos para tablets e celulares. — Não vou ser um Instagram, mas tenho certeza absoluta de que um dia vai aparecer um aplicativo feito por mim. Âncora dos negócios Aragão tem uma pista para os convites: — Acho que tenho credibilidade. Estou sendo uma âncora. Não venho buscando nada, mas por que não? Vejo como um investimento para a família. Apesar das novidades empresariais, ele não descuida de seu principal ganha-pão. A agenda de shows anda lotada. — Às vezes, tenho que pisar no freio. Não estou conseguindo dar conta de tanto trabalho. E, hoje, quase 100% dos meus eventos são para empresas e prefeituras. Ele lista as vantagens: — Não tem cheque sem fundo nem aquela história de ir receber após o show e mandarem essa: "Ih, roubaram a bilheteria." Aragão está com seis músicas inéditas, mas, com tanto assédio, tem dúvidas de gravar um disco novo agora. — Tem muita gente pedindo, mas acho que, se fizer um sucesso novo, se tiver uma superexposição, vou arrumar sarna para me coçar, vou me enrolar nas próprias pernas. Com ou sem sucesso novo, o que ele fez desde que participou da criação do Fundo de Quintal, nos anos 1970, já é suficiente para incluí-lo entre os grandes compositores de samba do país. — Éramos todos arrumadinhos, todo mundo igual, calça branca, camisa listrada. Começamos a fazer rádio, TV. Saí, queria ser compositor, não artista. Sou um compositor que, de vez em quando, interpreto. E suas músicas foram parar nas vozes de Elza Soares, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Alcione, Martinho da Vila. — Jorge é um grande talento, um grande melodista do nosso samba — diz Beth, que lançou sucessos como "Coisinha do pai", "Vou festejar", "Coisa de pele" e "Tendência". Zeca também festeja Aragão: — Eu jamais sonharia em ser parceiro do Jorge, porque ele era meu ídolo. É um prazer tê-lo como parceiro e amigo. Continuo sendo cada vez mais seu fã. "Coisinha do pai" foi feita para embalar a filha Vania. — Eu cantava para ninar, bem baixinho, devagarinho. Depois nasceu Tania, para quem fiz "Claridade". Os nomes das filhas têm, como tudo que se refere a Aragão, uma história curiosa. — Quando soube que vinha outra menina, pensei: "Ih, videotape." Ou seja, VT. Uma já começava com V, a outra tinha que começar com T. "Coisinha do pai" acabou escolhida para acionar em 1997 um robô americano da missão Mars Pathfinder, em Marte. — Eu tinha uma casinha em Itaipuaçu. Ficava olhando aquele céu muito estrelado e pensando nisso. Não dá para mensurar a ideia de sua música tocando lá em cima. É uma coisa muito louca — diz ele, que à época brincou: "Sou o compositor mais tocado em Marte." Mês que vem, ele começa a dar ingressos gratuitos de seus shows para cinco pessoas que tragam comprovante de que doaram sangue. Elas também terão acesso ao camarim. — E, depois de um certo tempo, vou bancar a entrada de todo mundo que doe sangue. Se não puder ser doador, pode trazer o comprovante de um amigo — diz ele, explicando que a ideia é sensibilizar outros colegas. A agenda europeia de shows deve crescer com o SamBar. O plano é abrir o primeiro em Barcelona, onde joga Daniel Alves, companheiro de time de Lionel Messi. Será o SamBarcelona. — É para tocar samba de raiz, de quadra, de roda. Seria point do samba tradicional. Eu também iria me apresentar — diz ele, que propôs sociedade a Arlindo Cruz e Afonso Carvalho, empresário de Diogo Nogueira. — E o irmão do Ronaldinho Gaúcho, seu empresário, o Assis, disse que está dentro. Não sei se ele ou o irmão... Aragão diz que tem reservado a maior parte de suas aparições no Rio a shows no Bossa Nossa. Ele foi convidado para ser sócio depois que começou a frequentar a casa, há quatro anos. — Na quarta vez, os donos me disseram que queriam fazer um projeto de samba. Mas só se eu entrasse como sócio. Já o hotel em Zurique, na Suíça, surgiu depois de um show que fez no país, em 2011. — Ele é pequeno, secular, ao lado de uma estação de esqui. A dona tem 93 anos, não está mais dando conta e vai arrendar para uma paulista e dois suíços. Eles viram meu show, que estava lotado, e me contactaram — conta Aragão, que logo após a entrevista seguiria para o dentista.
Sorriso ‘branquinho’ Ele tem feito implantes e trocado as obturações de ouro, que eram comuns antigamente, por porcelana, para ficar com o sorriso "branquinho". — Eu ficava curioso, comecei a fazer perguntas ao dentista. Acabou sócio no negócio. — Mas vai ter que ter um espaço para caridade, para tratar de crianças, velhos. Falei com o Arlindo Cruz: "Quero esse sorriso lindinho, sorriso de Fábio Júnior e Xuxa." E por um precinho acessível. Posso ser o espelho desse trabalho. Uma espécie de garoto-propaganda do consultório? — Garoto, não, old (velho) — brinca ele, aos 63 anos. Enquanto fala, consulta seu celular Samsung Galaxy Note. — A tecnologia é totalmente integrada à minha rotina. Dizem que sou o compositor de samba mais cibernético que tem. De quem foi o primeiro iPhone que entrou no Brasil? De Jorge Aragão da Cruz. No dia seguinte ao lançamento do iPad, eu já tinha. Ele diz estar desenvolvendo aplicativos musicais. — Tenho dois projetos muito bem encaminhados. São para digitalizar e disponibilizar áudio e vídeo de forma diferente do que se faz aí — antecipa, lembrando que trabalha com um grupo de programadores e analistas de sistema. — Minha cabeça está fervilhando.
oglobo.globo.com | 14-04-2012
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No próximo dia 13 de abril, sexta-feira, às 12h30m, o Projeto Samba & Outras Coisas apresenta no Teatro Sesi o cantor e compositor Sombrinha, um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal e responsável por sucessos como "Malandro Sou Eu" (com Arlindo Cruz) e "Fogo de Saudade" (com Adilson Victor).
O Samba & Outras Coisas é uma realização dos produtores Haroldo Costa e Paulo Roberto Direito. Serviço Data: 13 de abril, sexta-feira, às 12h 30m Local: Teatro SESI Centro - Av. Graça Aranha, 1 - Centro - Telefone: 2563-4163 Lotação: 350 lugares Metrô: Estação Cinelândia (saída Santa Luzia) Entrada franca | Classificação etária: livre Distribuição de senhas uma hora antes do show Mais sobre ele abaixo "Sombrinha Autodidata, ele começou a tocar violão ainda novo. Com 14 anos, ganhou um 7 cordas de seu pai e passou a se apresentar em casas noturnas. Aos 18, já como profissional, gravou com Baden Powell e com os Originais do Samba. O artista também se esmera no cavaco, no banjo e no bandolim. Em 1979, se juntou a Almir Guineto, Jorge Aragão, Bira, Ubirani, Sereno e Neoci, para criar o grupo Fundo de Quintal. Um ano depois, compôs a sua primeira música, Marcas no Leito, em parceria com Jorge Aragão e gravada por Alcione. Hoje, são mais de 300 músicas eternizadas nas vozes de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Chico Buarque e Caetano Veloso, entre outros intérpretes. Depois de 12 anos, Sombrinha deixou o Fundo de Quintal e passou a atuar em dupla com Arlindo Cruz, uma parceria que durou sete anos e lhe rendeu cinco discos. O artista ganhou reconhecimento do público e da crítica, conquistando 10 Prêmios Sharp de Música, além de ter participado de quatro temas de novelas da Globo. Sua carreira no exterior inclui turnês a Angola, Nova York, Japão e Portugal" . (release)
www.samba-choro.com.br | 09-04-2012
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"Eu sei o que é não ter R$ 0,20 pra comprar um cigarro no varejo, R$ 1 pra pegar um ônibus", diz Zeca Pagodinho, justificando o fato de dar preferência a gravar compositores amigos seus do que os próprios sambas. Quinta-feira passada, sob o sol de meio-dia da rural Xerém, onde fica seu sítio, ele
www.estadao.com.br | 27-03-2012
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RIO - O CD "Quintal do Pagodinho", de 2001, mostrava sambas inéditos de compositores desconhecidos do grande público. Uma brilhante sacada artística de Zeca Pagodinho. O DVD homônimo, registrado em outubro passado e lançado agora, tem sucessos em praticamente todo o repertório e vários intérpretes de apelo popular. A gravadora Universal espera que seja uma brilhante sacada comercial.Acompanhar os 24 números musicais se sucedendo ao longo de 102 minutos, no quintal do sítio de Zeca em Xerém (distrito de Duque de Caxias), é um tanto cansativo, em especial porque não há surpresas nos sambas escolhidos. O único inédito, que abre o DVD e o CD (este com 16 faixas), é "Em um outdoor", composição de Zé Roberto que não está entre as melhores já gravadas por Zeca — que, por sua vez, não realiza uma interpretação à altura de sua excelência habitual. Bem realizado como áudio (produção de Rildo Hora e participação de ótimos músicos) e vídeo (direção de Santiago Ferraz), "Quintal do Pagodinho" parece um produto destinado, desde a sua concepção, à fragmentação. Deverá funcionar como fundo sonoro e visual de bares e casas de samba, com os frequentadores parando aqui e ali para prestar atenção em algum cantor conhecido. Para entender um pouco a história do quintal, lugar em que Zeca recebe seus compositores e amigos, é preciso olhar o extra do DVD — ou procurar o curta "O jaqueirão do Zeca" (2004), de Denise Moraes e Ricardo Bravo. O maior valor artístico do lançamento é mostrar a cara e a voz de quem fez alguns dos principais sucessos do cantor. Serginho Meriti ("Quando eu contar (Iaiá)", "Deixa a vida me levar"), Dunga ("Letreiro"), Alamir ("Ratatuia", "Tá ruim mas tá bom"), Trio Calafrio ("Conflito", "Caviar", "Dona Esponja") e Fred Camacho ("Pela casa inteira") são alguns dos destaques. Para quem busca o já sabido, Martinho da Vila sobressai com seu pot-pourri de sucessos — e ele foi ao sítio só para assistir, mas tirou de letra o convite feito em cima da hora. Jorge Aragão ("Minta meu sonho"), Dudu Nobre ("Vou botar teu nome na macumba", "Quem é ela?") e Jorge Ben Jor ("Mas que nada") também se mostram à vontade interpretando o que compuseram. Seu Jorge ("Quintal do céu") e Xande de Pilares ("Brincadeira tem hora") escolheram criações alheias que dominam. E Beth Carvalho se junta a Arlindo Cruz e Sombrinha em "Canto de rainha", bela homenagem da dupla a Dona Ivone Lara. O novo "Quintal do Pagodinho" trai o conceito original em nome da viabilidade econômica. Perde-se a surpresa, mas a qualidade resiste. Cotação: Bom
oglobo.globo.com | 27-03-2012
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Morador da Barra há 12 anos, Sydney Mendonça trabalha na praia, vendendo bermudas. Dos postos 5 ao 8, é conhecido pelos frequentadores como Poeta da Areia. Mendonça já foi bancário, trabalhou num parque aquático e vendeu títulos de um clube conhecido na região. Em 1999, impactado pela pela morte do cantor Leandro, da dupla sertaneja Leandro e Leonardo, fez seu primeiro poema: uma resposta de Leandro para o irmão. A partir daí, não parou de escrever poemas e de compor. Aliás, compõe em todos os estilos musicais: samba, forró, funk, MPB. Não sabe tocar nenhum instrumento, mas escreve as letras com as melodias. Ele conta que os maridos sempre pedem que ele interprete poesias para as suas mulheres, na praia. Entre seus trabalhos preferidos estão a “Poesia da Barra” e “Homenagem aos Trapalhões”, além de uma música que fez especialmente para a Copa de 2014. Mendonça conta que já se apresentou em diversos lugares da região, como a Lona Cultural de Jacarepaguá, a Livraria Diversos, no Jardim Oceânico, e o Castelo do Vinho, em Jacarepaguá. Ele tem uma coleção de CDs gravados no Estúdio do Léo, na Freguesia, mas não contou com grande divulgação. Amante do samba de raiz, o Poeta da Praia diz que seu sonho é ser um cantor como Zeca Pagodinho: — Meu desejo é viver dessa profissão. Enquanto vive no anonimato, apresenta-se em festas, casamentos e igrejas. OBRA-PRIMA, JOIA RARA Um dia neste canto Eu vim só pra passear Foi tão grande o meu encanto Que resolvi aqui ficar Das belezas naturais Tenho tanto pra dizer Aqui na Barra o amor existe Aqui eu quero viver Tem florestas, tem lagoas Tem o deque, tem o mar O encanto das pessoas Que aqui vêm pra passear Pôr do sol aqui na praia Todos ficam encantados Obra-prima, joia rara Só se vê aqui na Barra Com um toque de pecado No shopping, no cinema No barzinho, nas boates A emoção que entra em cena Quase o coração não aguenta Quanto para, quando bate Mas foi Deus que permitiu Que viessem todos visitar As florestas, as lagoas O encanto das pessoas Como o Cristo, como o mar Pelo alto e pela serra Pode vir que não tem marra Este paraíso te espera Então sorria, Porque você chegou na Barra Sydney Mendonça
oglobo.globo.com | 25-03-2012
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